Carnaval

Carnaval como um eixo particular da Cultura

Belo Horizonte viu reacender, a partir de 2009, 2010, tanto a força de seu Carnaval de rua quanto as grandes discussões sobre os desafios que envolvem a sua realização. Ao contrário do que muitos pensam, o Carnaval da cidade não havia “morrido”. Ele pulsava nas escolas de samba, blocos caricatos e outras manifestações em periferias e comunidades pela cidade. Mas é inegável o quanto o movimento carnavalesco da capital mineira explodiu, a partir da ocupação política, social e cultural realizada pelos blocos de rua, especialmente decorrentes de movimentos marcadamente políticos, de ativismos e protestos, como por exemplo a Praia da Estação e Fora, Lacerda.

Vivencio de forma intensa o Carnaval como folião, como participante em dezenas de agremiações, como idealizador do único bloco do Brasil com a bateria formada por apenas tamborins e que abraça a causa da saúde mental. Sou coidealizador e organizador de diversas iniciativas para o fortalecimento do movimento do Carnaval – dentre elas o Fórum Permanente do Carnaval de Rua de BH e a AbraBH – Associação dos Blocos de Rua de Belo Horizonte. Dar continuidade a este importante trabalho é uma das principais metas do mandato.

O Carnaval, ao contrário de um certo senso comum, NÃO É UMA AÇÃO SAZONAL. Ensaios, ações sociais e de formação nas comunidades; oficinas não apenas de ritmos, mas também de atividades variadas de geração de renda e aperfeiçoamento; festas e atividades culturais; incentivo ao empreendedorismo jovem; shows de bandas ligadas a blocos são apenas algumas das ações que acontecem durante todo o ano. Durante a pandemia, escolas de samba, blocos, bandas, cantores, estão tendo um importante papel, desde a distribuição de máscaras e kits de higiene para necessitados, passando pela arrecadação de cestas básicas, lives beneficentes, apoio psicológico. Envolvidos de janeiro a dezembro, instituições do Poder Público precisam planejar a cidade, o trânsito, a segurança, estabelecer parcerias com a iniciativa privada, realizar reuniões com organizadores.

Na prática

Clique no título para saber mais!

– Criar um canal de reflexão e encaminhamentos sobre a vinculação do Carnaval à Secretaria do Turismo, como hoje acontece, trazendo para a pauta a real objetividade de uma eventual alocação ou apoio institucional na pasta de Cultura.

Do ponto de vista da gestão pública do evento, atualmente ele está sob a pasta do Turismo, mais especificamente sob a orientação da Belotur – Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte. Esta vinculação em muitos momentos recebe críticas e questionamento de gestores, principalmente dos blocos de rua. Sendo o Carnaval uma manifestação livre da CULTURA popular, há idealizadores que acreditam que a Secretaria da Cultura seria a pasta ideal, justa e imprescindível para a gestão do evento e seus desdobramentos.

– Estabelecer com os membros representativos do Carnaval uma relação permanente entre Câmara e instituições do Carnaval, com vistas à criação de estratégia institucional que trace metodologias e ações para a tratativa do Carnaval como um evento permanente, e não só como um evento sazonal, criando interfaces de colaboração entre as entidades representativas do Carnaval, a sociedade civil, iniciativa privada e o Poder Público, notadamente a Belotur, a Prefeitura Municipal, o Governo do Estado, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, Corpo de Bombeiros, Assembleia Legislativa e Câmara dos Vereadores.

– Avaliar, em parceria com os realizadores do Carnaval, a viabilidade de incorporar ao mandato as pautas e propostas já discutidas em diversas ocasiões em que estive e contribuí – audiências públicas, reuniões do Fórum Permanente do Carnaval, da AbraBH e outras. Reavaliar e tratar, agora como ações de política pública, documentos e propostas já estruturadas, que tiveram a minha contribuição direta, como por exemplo a “CARTA ABERTA À SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, DEMAIS ÓRGÃOS DO PODER PÚBLICO DE BELO HORIZONTE E TODOS OS INTERESSADOS EM UM CARNAVAL MELHOR PARA A CIDADE”, encaminhada ao secretário de Cultura, em abril de 2019. Peça a íntegra do documento aqui.

– Propor discussões sobre a revisão do Código de Posturas, cuja última revisão foi realizada em 2010.

– Ampliar e estreitar diálogos junto a demais órgãos do Poder Público, incentivando a elaboração de EDITAIS de patrocínio e fomento ao Carnaval e às iniciativas dos blocos de rua, blocos caricatos, escolas de samba e demais expressões populares ligadas ao Carnaval da cidade.

– Sob a ação parlamentar “Rua no Mandato”, incentivar encontros, reflexões e atividades geradoras de estratégias de captação de recursos, incluindo parceiras para a criação de negócios sociais.

Incentivar a criação de iniciativas de responsabilidade socioambiental em todas as atividades realizadas por instituições ligada aos blocos de rua, Escolas de Samba e movimentos que fazem parte da ciranda criativa do Carnaval (como a Praia da Estação, por exemplo), tendo como eixo conceitual os 3 R’s da Sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), fomentando um conjunto de práticas cujo objetivo é minimizar o impacto ambiental causado pelas ações do Carnaval em todo o decorrer do ano.

× Fale comigo agora